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Produtos para o corpo conquistam atenção dos consumidores brasileiros


por Redação em 18/06/2009

Cada vez mais, as perfumarias e as farmácias, intensificam sua atuação no segmento e conquistam a atenção das consumidoras interessadas nesses itens pelo fato de que os dois canais, de maneira estratégica, permitem uma boa abordagem e explicação dos produtos. Como a grande maioria desses itens se complementam dentro da visão de oferecer um tratamento completo para pele, é necessário que nos pontos-de-venda existam espaços específicos para abordagens e a utilização dos formadores de opinião desses canais, no caso aqui as consultoras e atendentes de beleza da loja, para nos auxiliar na venda.

Este é, precisamente, o caso da Biodolce: “Atuamos apenas com dois canais, perfumaria e farma, sendo que as perfumarias representam 60% do nosso faturamento”, explica Wellinton Marques, gerente Comercial e de Marketing da empresa. “Nossa venda não é pura e simplesmente por impulso, ela depende de uma boa abordagem e explanação dos benefícios reais dos produtos, pois cada consumidor pode ter uma necessidade diferente do outro.

“As dermoconsultoras, atendentes e balconistas têm um papel fundamental na venda de produtos de tratamento corporal. Elas são consideradas uma espécie de conselheiras, e ajudam muitas vezes o consumidor a optar pelos melhores itens para sua demanda específica na hora da compra”, registra Fernando Sodré, gerente de produto das marcas Neutrogena e RoC, da Johnson & Johnson. A empresa está presente no segmento de hidratação corporal com as marcas Neutrogena (Norwegian Formula, Body Care e Body Oil) e Johnson’s (Johnson’s Soft).

Ou seja, se a indústria assume a responsabilidade de oferecer os melhores produtos, a interface com o varejo, em especial o especializado, se dá no sentido de que este cumpra sua parte, direcionando os produtos adequadamente ao seu público específico. Por essa razão, esse trabalho já está sendo feito em parceria e a quatro mãos com o varejo, que recebem as informações sobre os itens de bodycare com maior abertura e conseguem fazer este trabalho com maior eficácia. Mas ainda há muito a ser feito.

Muito mais do que um cheiro bom

Até pouco tempo, a brasileira tinha fama de não gastar muito dinheiro na categoria de bodycare. A compra se resumia basicamente a um “hidratante cheiroso”. Hoje, em que pese o fato de o perfume continuar a exercer uma influência importante na hora da compra, muitos outros atributos se somaram a essa equação, mudando, também, a forma como a consumidora brasileira se relaciona com os produtos para cuidados corporais: além do perfume, ela considera a relação preço/qualidade e resultados para a pele como principais atributos na hora da compra de um creme ou loção hidratante.

“Em geral, as consumidoras dessa categoria se comportam de forma muito interativa com os produtos. Pegam da prateleira, leem a embalagem, cheiram o produto e, algumas vezes, até experimentam na pele, o que dá para a indústria e para os canais uma grande oportunidade de gerar experimentação”, afirma Joana Fleury, da Unilever. Segundo a executiva, se compararmos o ano de 2009 com 2006, podemos verificar que a consumidora brasileira gasta 20% a mais com a categoria de cuidados com a pele. Isso ocorre porque a consumidora brasileira se preocupa mais com a saúde hoje do que no passado. Estar bonita e se sentir bem é, hoje, uma das formas de estar saudável. Por isso, ela cuida mais de sua beleza, pois cuida mais de sua saúde.


  • @feirabeautyfair

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